Fichinha
Nome: Esquadrão Suicida
Direção: David Ayer
Estreia: 04 de agosto de 2016 (no Brasil)
Classificação:
(mudei de 4 para 3 estrelinhas, pois cheguei à conclusão de que gostei muito das personagens, mas elas são boas demais para um filme que eu gostei médio)
(mudei de 4 para 3 estrelinhas, pois cheguei à conclusão de que gostei muito das personagens, mas elas são boas demais para um filme que eu gostei médio)
Sim! Eu fui à estreia de
Esquadrão Suicida e cheguei em casa correndo para ligar o computador e falar tudinho
(SEM SPOILER, se bem que não tem muito spoiler para dar) pra vocês! Só uma
coisa: Pokémon Go espalhou que nem praga... Fiquei chocada!
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| Preciso dizer que tinha uma mulher com uma MARMITA (daquelas que você leva pra viagem de restaurante) na minha sessão, a galera ta sem limites! |
Para uma quinta-feira às
15h50, a sessão estava mais cheia do que eu pensava, estava cheia de xófens
(esse povo da minha idade mais ou menos), o tipo de pessoa que está cheia de
hormônios e bate palmas em finais de filmes (aconteceu isso também).
O frenesi já começou pelos
trailers que trouxeram basicamente tudo o que a galera está contando os minutos
para chegar: Animais fantásticos e onde
habitam, Nerve (sei lá, acho que só
eu quero ver esse) e Doutor Estranho,
que com certeza vai ser uma experiência insana em 3D!
Falando em 3D, não achei
que ele foi necessário para esse filme, o peso dos óculos foi inútil, porque
não me lembro da sensação de pedacinhos voando em minha direção. Fora isso, o
filme é tudo o que os trailers prometem.
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| Na estreia de Guerra Civil tinha uma decoração toda especial no cinemas, dessa vez, isso foi tudo que eu encontrei |
Tem a dinâmica de grupo disfuncional
que acaba dando um jeitinho de fazer as coisas darem certo. No final das
contas, acho que esse filme é um grande clichê, mas um clichê que funciona. O
cara proativo que toma as decisões pelo grupo –Pistoleiro (Will Smith), a garota sexy sem-noção –Arlequina (Margot Robbie), um outro cara
que parece durão (mas é uma criancinha de 4 anos por dentro) –Capitão Boomerang (Jai Courtney), o cara
que não deveria estar lá (porque ele é um amorzinho que deve ser protegido,
também, ele pega fogo) –El Diablo (Jay
Hernandez), o cara que não é considerado importante (e eles o deixam de
lado em seu pouco momento de tela) –Amarra
(Adam Beach), a moça que é do bem e talvez um pouco estressadinha (e tem
uma espada, melhor não mexer com ela) –Katana
(Karen Fukuhara) e um cara crocodilo –Crocodilo
(Adewale Akinnuoye-Agbaje). Pensando bem, crocodilos não são tão clichês.
O logo da Warner já no início do filme dá todo o
tom do que está por vir, cores vibrantes, divertido e meio dark ao mesmo tempo.
O que me conquistou desde o início (pra falar a verdade, desde o primeiro
trailer com Bohemian Rhapsody) foi a
trilha sonora, cada música tem uma melodia que parece ser a versão cantada dos
personagens, até as pausas musicais são perfeitamente colocadas. Outra coisa
que me chamou a atenção foi a apresentação das personagens que pareceu muito
com o que fazem em reality-shows.
Uma coisa bem coerente é o
fato de que o filme tem apenas um vilão durante o tempo todo, normalmente
existe um no começo e outro maior no final. Mas nesse caso, já estamos lidando
com um monte de gente complicada, um problema só é suficiente para entendermos
do que eles são capazes.
Aí você me pergunta “M-mas
e o Coringa?!”, ele não é o vilão
desse filme, se é isso que você pensou, o papel dele é simplesmente tentar se
reunir com a Harley e mexer com o
psicológico dela. Entretanto, temos uma boa ideia de quem é o Coringa do Jared Leto e eu achei bem creepy, ele tem um olhar macabro bem sociopata,
não entendi muito bem o porquê dos dentes metálicos, mas só aceito... Ah, para quem tinha dúvidas sobre o que eu falei da relação abusiva entre ele e a Arlequina, ela literalmente usa uma coleira escrito "Puddin"...
A personagem da Magia (Cara Delevigne), que a princípio
era pra ser mais um membro do esquadrão, dá um trabalhão para os seus
ex-futuros-parceiro. A atriz/modelo, porém, não faz muita coisa, achei a
personagem bem chatinha e com um propósito meio “ai, ok, mas já pode parar,
querida...”, sabe aquelas coisas megalomaníacas tipo “eu vou matar todo mundo,
depois vou dominar um mundo que não tem quem possa ser dominado, porque eu
matei todos”?! Isso me cansa, além de quê, a Cara passou o filme inteiro sacolejando
o corpinho com as mãos para o alto... Nada a ver.
O legal mesmo, não era o
vilão a ser combatido e sim os combatentes, a tentativa da Amanda Woller (Viola
Deusa... ops Davis) de usar
criminosos como armas para um bem maior. Temos que excluir o fato de que o
esquadrão, por fim, foi criado para acabar com uma ameaça que ela própria
criou, o que é meio estranho, ou seja, precisamos de um segundo filme com uma
ameaça externa para que esse grupo faça sentido. Não tem nenhum gancho para um
segundo filme em nenhum momento, nem na cena pós créditos que também não traz
nada de novo para quem assistiu Batman vs
Superman.
De tudo isso, minha cena
favorita é a cena do bar (que aparece nos trailers –fiquei tristinha que eles
cortaram o Diablo pedindo água). Apesar de todo o humor (que às vezes me
pareceu um pouco forçado), nos lembramos de que eles são seres humanos/meta-humanos
que chegaram de alguma forma naquele ponto e por mais que eles tentem fugir, já
faz parte do que eles são. Como a Arlequina mesmo diz assumir o que eles já
fizeram é importante, pois não vai ser desfeito. Aliás, a atuação dela é
maravilhosa nessa cena, mostra quão afetada ela foi, sem a necessidade de ser
através da palhaçada.
Consegui dar boas risadas,
era exatamente o que eu esperava: ação e comédia, nada de super-heróis ou
tentativas de ser mocinho/mocinha, todo mundo ali queria tirar o deles da reta.
A única coisa que eles tentam e não conseguem é provar que aquilo é um
esquadrão, mas o próprio filme se boicota ao focar mais no triângulo suicida:
Pistoleiro, Arlequina e Coringa.
Alguém sabe me dizer aonde
foi parar o Pinky? (talvez eu não tenha prestado atenção se ele apareceu mais
para o final, então por favor, quem assistiu e souber, avisa aí!) Pinky é um
unicórnio de pelúcia rosa, se quiser saber mais, corre pro cinema!♥



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