¡ATENCIÓN! Vou fazer um resumo de tudo que
temos que saber do livro para o (temido) vestibular, não posso disponibilizar
foto do conteúdo, porque isso é meio errado, mas vou tentar fazer o mais
completinho possível. Além disso, vou sinalizar com colchetes e itálico quando
for minha opinião e não informação “oficial”. A ajudinha dessa vez é uma
parceria minha com a Jé para fecharmos esse projeto com chave de ouro!
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| Nos despedimos da #AjudinhaAmiga com Mayombe |
Escrito por Arthur Carlos Maurício Pestana dos
Santos, cujo pseudônimo é Pepetela, escritor angolano. Para entender a obra é
sempre bom entender o estilo do autor que nesse caso é próximo ao neorrealismo,
retratando mais uma realidade sem fuga para o fantasioso e dando uma ênfase nos
conflitos dos personagens, fazendo assim uma análise crítica desses conflitos.
Há também em suas obras elementos do português
angolano tanto o formal quanto na prática da oralidade. Neste livro em especial
há também a presença discurso indireto livre e imersão psicológica.
O narrador é onisciente, em terceira pessoa,
acompanhado de digressões, as quais caracterizam o personagem psicologicamente
e dando a visão de cada um sobre os conflitos políticos.
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| Toda essa região pintadinha de verde mais escuro é por onde passa a floresta tropical |
O cenário onde se passa a história é Mayombe, uma
floresta tropical na região de Cabinada tendo fronteira com o Congo Brazzaville
e a República Democrática do Congo. Por ser uma floresta tropical tem uma densa
vegetação e árvores frondosas e de grande valor econômico. Ela acaba sendo pano
de fundo para os guerrilheiros. Mayombe também constitui um tipo de extensão da
luta representada pela libertação de Angola em oposição a outros espaços
ocupados pelos portugueses.
Os temas abordados nessa obra se resumem a uma
crítica ideológica, tribalismos e unidade, além do amor e maturidade, tudo isso
durante o processo de independência da Angola [que ocorreu em 1975]. Os elementos centrais são o questionamento
dos pressupostos e da organização do MPLA (Movimento Popular de Libertação de
Angola), retratar o tribalismo, a diversidade angolana e a dificuldade de
união. Há também enfoques no lado psicológico como os conflitos humanos em tempo
de guerra, reflexão sobre o amor e a sexualidade, trazendo assim o amadurecimento
dos personagens [aliás, o diferencial
dessa obra é justamente analisar a guerra pelo viés psicológico. Tanto é que
quase não vemos a “ação” da guerra].
A obra é dividida em quatro [talvez sejam cinco, estou sem o livro aqui] capítulos mais extensos
que por sua vez são divididos entre o narrador (citado ali em cima) e os
próprios personagens. Isso caracteriza a obra como polifônica [muitas vozes] e dá um ar mais
democrático para ela, temos as várias versões de um fato apresentado e podemos
tirar as nossas próprias conclusões.
Não temos um personagem que se destaque tanto
quanto os outros a ponto de ser protagonista, no entanto, há uma divisão
hierárquica entre eles [referente aos
cargos que eles ocupam dentro do MPLA] e que reflete na divisão do livro.
Por ocupar a posição de comandante, Sem Medo tem maior foco.
Falando em Sem Medo, esse é um nome de guerra e a
maioria dos personagens é tratada pelo seu [exceto o comissário que passa a ser
chamado apenas por João]. E esses nomes de guerra são muito mais do que
escolhas ao acaso, eles possuem significados muito importante. Ao final do
livro, quando há um confronto efetivo, apenas dois personagens [dos que estávamos acompanhando] morrem
e a morte deles deixa a mensagem do livro. Os personagens em questão são Sem
Medo e Lutamos. Exatamente SEM MEDO
LUTAMOS, essa é a mensagem [achei
inteligentíssimo]!
E por último, a representatividade feminina fica
por conta de Ondina [tem a Leli também,
mas ela é apenas uma presença na mente de Sem Medo, pois ela já estava morta ao
início da história]. Ela é uma professora que tem total controle sobre seu
corpo e se envolve com quem bem entende, em resumo, uma mulher muito forte. Ao
longo do livro ela tem relacionamentos com três personagens.



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