terça-feira, 19 de julho de 2016

Resenha: Tá Todo Mundo Mal

Postado por Unknown em terça-feira, julho 19, 2016
Fichinha
Nome:Tá Todo Mundo Mal –o livro das crises
Autor: Jout Jout
Editora: Companhia das Letras
Classificação:


Água de coco, porque temos que nos manter hidratados. E amarelo, porque descobri que gosto.

            Escolhi o momento perfeito para ler esse livro. Ou talvez o momento tenha se tornado perfeito porque escolhi ler esse livro. Sério, fui compra-lo num domingo, um dia que geralmente não faço nada diferente. O dia estava gostoso, frio, porém com sol (meu favorito). E fui a uma livraria de rua, um ambiente delicioso. Usei um vale-presente para pagar mais da metade do valor do livro (sou obcecada por economizar). E a moça do caixa foi supersimpática não só comigo, mas com todos que a vi atender (além disso, ela era muito estilosa, gosto disso também). Por fim, estou numa fase Julieta Venegas e acho que as músicas dela tiveram tudo a ver com a leitura (sei lá, coisa minha).
            No mesmo dia, não me contive, comecei a ler. O prefácio escrito por ninguém menos que “Caião” (namorado de Jout Jout) me animou bastante, porque ele acompanha as angústias de Julia, não da Jout Jout que grava seus insights depois de já ter se resolvido com suas questões, fazendo parecer mais fácil para ela do que para nós. E era isso que eu procurava, a mulher que nem sempre é genial logo de primeira.
            Primeiras considerações: não há nada melhor para uma leitora preguiçosa do que um livro com letras grandes e capítulos curto. Isso, sim, é amor. A capa é uma coisa muito louca, achei linda, mas toda hora pegava com o desenho para cima, olhava, pensava “eita, tem algo errado” e virava do lado certo. E o título... Ah, o título, melhor impossível, porque, de fato, tá todo mundo mal, sempre temos algo a ser resolvido, né?!
            Daí segui para a primeira crônica. A princípio me desapontei. Ela era bem parecida com um dos vídeos de Jout Jout. “Será que vão ser praticamente os roteiros de seus vídeos?!”. Respirei fundo e prossegui. O desfecho era outro, o que me aliviou muito. Depois disso, abri o coração para as crônicas seguintes, passei a me identificar cada vez mais.
            Até que tomei um tapa na cara de “A crise de quando você nota que sua vida não é uma série”. Aquilo era tão eu, que com 18 anos —e quase prestando vestibular (de novo!)— ainda me pego pensando como seria mais fácil se eu fosse tão inteligente quanto o fulano de alguma série que eu assisto. E ao invés de estudar para alcançar meus objetivos, assisto a mais um episódio esperando que a personalidade genial de uma personagem FICTÍCIA chegue via ondas eletromagnéticas até mim. Identificação 100%.
            Ela encontrou um equilíbrio legal entre temas corriqueiros como os de seus vídeos e histórias mais profundas e pessoais que nos aproximam da criadora de um canal tão exótico e original.
            Talvez seja a sua escrita fluida e casual, mas ainda acredito que meus olhinhos gostaram mesmo é da diagramação desse livro. Descobri que achava que odiava amarelo e na verdade gosto da cor, bastante, até. Tive mil crises durante a leitura e achei justo.

            Então essa resenha (que me parece mais um dos meus diários de leitura) é tanto uma recomendação quanto um agradecimento a Julia Tolezano por ser apenas mais uma mulher e por ser tão genérica e ao mesmo tempo tão única, como todos nós.

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