Fichinha
Nome:Tá Todo Mundo
Mal –o livro das crises
Autor: Jout Jout
Editora: Companhia
das Letras
| Água de coco, porque temos que nos manter hidratados. E amarelo, porque descobri que gosto. |
Escolhi
o momento perfeito para ler esse livro. Ou talvez o momento tenha se tornado
perfeito porque escolhi ler esse livro. Sério, fui compra-lo num domingo, um
dia que geralmente não faço nada diferente. O dia estava gostoso, frio, porém
com sol (meu favorito). E fui a uma livraria de rua, um ambiente delicioso.
Usei um vale-presente para pagar mais da metade do valor do livro (sou obcecada
por economizar). E a moça do caixa foi supersimpática não só comigo, mas com
todos que a vi atender (além disso, ela era muito estilosa, gosto disso também).
Por fim, estou numa fase Julieta Venegas
e acho que as músicas dela tiveram tudo a ver com a leitura (sei lá, coisa
minha).
No
mesmo dia, não me contive, comecei a ler. O prefácio escrito por ninguém menos
que “Caião” (namorado de Jout Jout)
me animou bastante, porque ele acompanha as angústias de Julia, não da Jout Jout que grava seus insights depois de já ter se resolvido
com suas questões, fazendo parecer mais fácil para ela do que para nós. E era
isso que eu procurava, a mulher que nem sempre é genial logo de primeira.
Primeiras
considerações: não há nada melhor para uma leitora preguiçosa do que um livro
com letras grandes e capítulos curto. Isso, sim, é amor. A capa é uma coisa
muito louca, achei linda, mas toda hora pegava com o desenho para cima, olhava,
pensava “eita, tem algo errado” e virava do lado certo. E o título... Ah, o
título, melhor impossível, porque, de fato, tá todo mundo mal, sempre temos
algo a ser resolvido, né?!
Daí
segui para a primeira crônica. A princípio me desapontei. Ela era bem parecida
com um dos vídeos de Jout Jout. “Será
que vão ser praticamente os roteiros de seus vídeos?!”. Respirei fundo e
prossegui. O desfecho era outro, o que me aliviou muito. Depois disso, abri o
coração para as crônicas seguintes, passei a me identificar cada vez mais.
Até
que tomei um tapa na cara de “A crise de quando você nota que sua vida não é
uma série”. Aquilo era tão eu, que com 18 anos —e quase prestando vestibular
(de novo!)— ainda me pego pensando como seria mais fácil se eu fosse tão
inteligente quanto o fulano de alguma série que eu assisto. E ao invés de
estudar para alcançar meus objetivos, assisto a mais um episódio esperando que
a personalidade genial de uma personagem FICTÍCIA chegue via ondas
eletromagnéticas até mim. Identificação 100%.
Ela
encontrou um equilíbrio legal entre temas corriqueiros como os de seus vídeos e
histórias mais profundas e pessoais que nos aproximam da criadora de um canal
tão exótico e original.
Talvez
seja a sua escrita fluida e casual, mas ainda acredito que meus olhinhos
gostaram mesmo é da diagramação desse livro. Descobri que achava que odiava
amarelo e na verdade gosto da cor, bastante, até. Tive mil crises durante a
leitura e achei justo.
Então
essa resenha (que me parece mais um dos meus diários de leitura) é tanto uma
recomendação quanto um agradecimento a Julia Tolezano por ser apenas mais uma
mulher e por ser tão genérica e ao mesmo tempo tão única, como todos nós. ♥

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