Quem já leu ou assistiu algo
relacionado a Sherlock Holmes, tende a ficar chocado com o poder que ele tem de
associar coisas e deduzir fatos. Pensando nisso, fui tentar entender como
funciona o cérebro deste detetive e como podemos usar as “dicas sherlockianas”
no nosso aprendizado.
Vamos
começar por seu método mais famoso, o da dedução,
que é uma coisa bem básica, mas difícil de colocar em prática. Consiste em ter
um raciocínio encadeado e coeso. “Deduzir é como raciocinar em
sentido contrário.” Essa frase dos livros ajuda a entender um pouco
isso: deduzir é simplesmente analisar uma situação do efeito para a causa e não
ao contrário. Então sendo o nosso efeito entrar na faculdade/tirar boas notas,
a causa só pode ser o estudo de qualidade.
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| Queria ser um neuônio para saber o que acontece na cabeça de Sherlock Holmes |
De
todas as incríveis esquisitices de Sherlock, a que mais me chamou atenção
aparece na série (que tem esse mesmo nome). O cara parece ter um monte de pasta
catálogo no cérebro e quando precisa de alguma informação é só achar a aba
certa. Fico maravilhada com essas coisas e procurei como é que faz isso (isso:
ter uma memória, porque acho que esqueci de vir com uma quando nasci).
Descobri
que a técnica que ele usa é bem antiga, tipo da Grécia Antiga. É um método
mnemônico (que ajuda na memória) chamado Palácio Mental ou Método Loci.
Funciona assim: você escolhe um lugar físico (pode ser um prédio, ou sua casa,
escola, tanto faz) e memoriza um trajeto dentro desse lugar (faça tudo isso
mentalmente), depois escolha pontos nesse trajeto (os pontos são as “estações”,
geralmente são objetos e o número deles varia de acordo com a quantidade de
coisas que você tem que lembrar) e por fim é só associar o que precisa ser
lembrado a algo dentro do seu palácio.
Parece
bem bizarro só falando assim, mas aparentemente funciona. Vou inventar um
exemplo bem bobo, vamos supor que você tenha que lembrar de comprar banana.
Você “entra” no seu palácio e imagina na cozinha alguém escorregando numa casca
de banana. A partir daí, quando você precisar se lembrar, é só fazer o caminho
mental até a cozinha e ver a casca de banana na qual escorregaram.
Não
consegui fazer exatamente a mesma coisa, mas a partir daí aprendi a associar
alguns termos a coisas mais corriqueiras para mim, de um jeito que ficou mais
fácil memorizar certos conceitos e definições.
Por
exemplo: para lembrar do que o xilema e o floema transportam, eu penso em xixi,
que é composto basicamente de água e sais minerais, xilema começa com “xi” e
transporta a mesma coisa, logo sobra para o floema transportar as substâncias
orgânicas. Em física, para me lembrar da imagem no espelho côncavo de um objeto
que está sobre o foco eu me imagino com uma câmera fotográfica, se em “no foco”
o no fosse não (em inglês), quer dizer que não tem foco, se não tem foco a
imagem é imprópria.
Talvez
isso não tenha feito sentido, mas a moral dessa história é: encontre coisas que
você tem facilidade e associe a elas outras que você considera mais difíceis de
serem lembradas e ai fica tudo claro como um cristal!


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