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| "Pedro Bala, não pegue" -Dora (desculpa, não aguentei, perco o leitor, mas não perco a piada) |
Ah! Aquela sensação de terminar um
livro, fechá-lo e ficar olhando para o nada, só absorvendo o final de mais uma
leitura. É tão bom, não acham? Eu, pelo menos, adoro, talvez seja até mais
satisfatório do que o decorrer da leitura, porque você não fica naquela tensão
de “o que acontece a seguir? ”, apenas sentimento de missão cumprida.
Esse fim de semana, finalmente
terminei Capitães da Areia (a vida tá tão corrida, que nem ler um livro de cada
vez está dando muito certo) e ainda era domingo, ou seja, fiquei umas duas
horas refletindo sobre a leitura (talvez duas horas tenham sido uns cinco
minutos, mas foram cinco minutos bem profundos).
Apesar do pequeno obstáculo sobre o
qual eu comentei na última sessão de terapia, acabei amando o livro como um todo, a parte
final é linda, de chorar junto. E no fim você descobre que se apegou muito aos
garotos do velho trapiche e os ver crescer é muito louco, porque (não sei se é
só comigo, mas) você passa a ver as crianças das ruas e meio que saber o que a
vida guarda para elas.
Na própria edição que eu li, tem
alguns comentários de outras pessoas que dizem o quão atual é o tema abordado
por Jorge Amado e isso é uma verdade muito grande, estamos em 2016 e se não
fossem as vestimentas e alguns detalhes, poderia ser um livro desse ano e de
qualquer cidade brasileira. Péssimo que seja assim, né?
Pontinhos positivos para a Dora,
representando as meninas que são obrigadas a amadurecer mais rápido porque suas
situações de vida exigem que elas se portem como mulheres crescidas (mesmo aos
14 anos). Ela é possivelmente a mais corajosa entre os capitães e isso é
maravilhoso.
Outra coisa muito interessante são
os recortes de jornal que dão uma dinamizada no texto corrido e se você prestar
atenção esses trechos mostram muito da mensagem que o livro deseja passar e
quem entendeu vai pensar duas vezes antes de acreditar em qualquer mídia (sabe
quando você está sendo levemente manipulado, é galera, vamos começar a prestar
atenção, se liga pra vida ai).
Enfim, não vou adentrar nos detalhes
estilísticos nem em outros pontos além da minha opinião hoje (planos para o
futuro... #VemFacul2017). Mas fiquem sabendo que é um livro muito bom sim,
mesmo que seja uma leitura dessas obrigatórias, você não vai querer se matar
por ter que ler esse livro, na realidade é bem ao contrário.


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